Pesquisadores formam rede para investigar chikungunya no Brasil

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Estudiosos da Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick) realizam em nove estados brasileiros a investigação de dois mil casos de chikungunya nas cinco regiões do país. O objetivo é descobrir a evolução da doença. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz).

O grupo é multidisciplinar e inclui desde profissionais da área da saúde, como médicos, fisioterapeutas e psicólogos, até economistas e cientistas sociais. Além da evolução dos quadros clínicos, os pesquisadores querem mapear os impactos da doença no trabalho, no lazer e no estado psicológico e emocional dos pacientes.

“A gente quer dados para entender melhor a doença e quais as formas de amenizar o sofrimento das pessoas”, diz o coordenador do INI/Fiocruz, André Siqueira, que também coordena a Replick. O infectologista explica que ainda há muitas perguntas a serem respondidas sobre a chikungunya, que foi menos estudada do que a dengue e a zika e tem se mostrado mais complexa e com uma maior diversidade de manifestações. Assim como a dengue e a zika, a chikungunya também é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Os pesquisadores também buscam entender a letalidade da chikungunya, que também é maior do que se pensava. “Havia uma impressão de que a doença causava dor e não causava óbito, mas isso está sendo revisto”, disse Siqueira. “Pode ser devido tanto ao efeito do próprio vírus como por ser uma doença que causa muita dor e leva ao uso de medicações que podem ser tóxicas em alta quantidade e isso acaba sendo outro fator de complicações”.

Até meados de abril, o Brasil teve 24 mil casos de chikungunya confirmados, uma taxa de incidência de 11,6 casos para cada 100 mil habitantes.

Fonte: Agência Brasil

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