André Fernandes é destituído da presidência do PSL em Fortaleza

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Em meio a conflitos no partido, o deputado estadual André Fernandes foi destituído da presidência do PSL em Fortaleza. O parlamentar acusa correligionários de usarem “máscara”, terem sido eleitos nas “costas” do presidente Jair Bolsonaro e, agora, atuarem contra o Governo Federal. Já lideranças do partido no Estado não escondem o “trabalho” que ele vem dando ao se envolver em polêmicas na Assembleia Legislativa. 

Nesta semana, o deputado estadual acusou colegas parlamentares de integrarem facções criminosas e, por isso, deve ser alvo de uma representação no Conselho de Ética da Casa. Também no início da semana, André Fernandes recebeu críticas de movimentos de direita após aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, a admissibilidade da concessão de título de cidadania cearense para um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). 

Além disso, o clima pesou, no PSL, após Fernandes reivindicar a instalação de um diretório municipal em Fortaleza – o partido funcionava como comissão provisória – para ele presidir. O presidente estadual do partido, deputado federal Heitor Freire, não aceitou. Fernandes pediu para sair do comando do PSL em Fortaleza e Freire o destituiu. 

Ao Diário do Nordeste, André Fernandes disse que está decepcionado com o partido e acusa correligionários de usarem “máscara”.

Fernandes criticou, ainda, o fato de o partido ter um único vereador em Fortaleza – Marcelo Lemos -, até então vice-presidente do PSL em Fortaleza, e ser da base aliada do prefeito Roberto Claudio (PDT) na Câmara Municipal. Apesar das divergências no partido, o parlamentar nega que deixará o PSL.

Em nota, o presidente estadual da legenda, Heitor Freire, relata que “o posicionamento do deputado André Fernandes com relação a homenagem de cidadão cearense ao do líder do MST gerou desconforto e surpresa no nosso grupo”. Diz ainda que, enquanto o PSL Ceará refletia sobre a situação, “foi surpreendido pela exigência do deputado para que a comissão fosse imediatamente convertida em diretório e, ao declinar essa exigência no período exigido, o deputado estadual solicitou a saída da comissão”.

Fonte: Diário do Nordeste
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