Trabalhadores marcham contra reforma da Previdência e cortes na educação

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O dia hoje é de mobilização. Trabalhadores e movimentos sociais de todo o Brasil deverão ir às ruas pleiteando mudanças na reforma da Previdência e paralisação do contingenciamento de recursos para a Educação. Em Brasília, mulheres do campo estarão se preparando para a Marcha das Margaridas, evento que reúne trabalhadoras rurais em busca de direitos.

A concentração do protesto organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Fortaleza ocorrerá na Praça da Gentilândia, no Benfica, às 8 horas. “Em Fortaleza mobilizamos cerca de 100 mil participantes. Trabalhadores do campo e da cidade, estudantes e professores, principalmente”, afirma o secretário de comunicação da CUT Ceará, Emanoel Lima. Conforme ele, cerca de 60 entidades da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo participarão do ato.

As pautas mais específicas destacam a necessidade de ir contra pontos da reforma da Previdência, já aprovada na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado. Exemplos delas são: manter o cálculo atual das aposentadorias pela média de 80% dos maiores salários de contribuição; excluir o dispositivo que permite pagamento de pensão por morte de valor inferior a um salário mínimo caso o beneficiário tenha outra renda; e aumentar o tempo de contribuição para o trabalhador rural.

“A proposta é continuar pressionando o Congresso, os senadores, para reverter perdas. E ainda mostrar para a sociedade quem foram os 11 deputados (cearenses) que votaram a favor da reforma”, destaca Emanoel. Ele pondera que muitos desses deputados se candidatarão a cargos nas eleições municipais em 2020 ou apoiarão candidatos. “Queremos mostrar quem são para que a classe trabalhadora não votem”, frisa.

Em Brasília, cerca de duas mil mulheres cearenses farão parte da Marcha das Margaridas. A manifestação existe há quatro anos e traz em seu nome o mesmo de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural assassinada em 1983 na Paraíba. A presidente interina da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Ceará (Fetraece), Cícera Costa, conta que o momento é de pedir respeito ao Nordeste.

“Queremos a retomada da democracia, dizemos não a todas as formas de violência contra as mulheres e pedimos respeito ao Nordeste e à Constituição”, destaca Cícera. O dia hoje será de oficinas no Parque da Cidade. Amanhã será realizada uma marcha pelo ministérios até o Congresso.

 

Fonte: O Povo

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