Pesquisadores da UFMG desenvolvem tecnologia que prevê incêndios florestais

As queimadas em Minas Gerais aumentaram 23% em agosto deste ano se comparado ao mesmo mês do ano passado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, em 2019 foram registrados 3.177 incêndios florestais e, em 2020, 3.899.

Um software desenvolvido por pesquisadores do Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pode ajudar no combate a incêndios florestais. A tecnologia visualiza áreas com maior risco.

De acordo com o pesquisador do CSR Ubirajara Oliveira, a tecnologia prevê como o fogo vai se comportar, como será o espalhamento, se vai se manter, ser intenso ou não.

“A tecnologia faz isso usando uma série de dados ambientais como vento, declividade, umidade e secura da vegetação”, explicou Oliveira.

Parque Nacional da Serra da Canastra — Foto: UFMG/Divulgação

Parque Nacional da Serra da Canastra — Foto: UFMG

 

O professor disse que o modelo faz download das imagens do satélite e processa para encontrar a porcentagem de umidade da vegetação.

Ainda segundo ele, o programa pode ser usado por gerentes de parques e brigadistas e se atualiza automaticamente duas vezes por dia, levando em conta dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Oliveira ressaltou que, onde há focos de calor, não quer dizer que haverá incêndios.

O programa está em funcionamento e é desenvolvido há três anos. Mais de dez pesquisadores trabalham no projeto. O software é totalmente gratuito.

Fonte: G1.com

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