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‘Era um cara que pensava no próximo’, dizem amigos de mergulhador que morreu ao ajudar crianças em caverna na Tailândia

Os ensinamentos budistas podem explicar o altruísmo do tailandês Saman Kunan, de 38 anos, que entregou a vida para prolongar os dias de 12 crianças de 11 a 16 anos e do técnico de futebol delas, de 25 anos, presos em uma caverna havia 13 dias.

Voluntário na ação de resgate, Saman era militar do grupo de elite da marinha e atleta de alto rendimento. Foi no esporte que o casal brasiliense Guilherme Pahl e Camila Nicolau conheceu o tailandês.

“Era um cara que realmente pensava no próximo.”

Nesta segunda-feira (9), os atletas contaram como era o amigo, que morreu na última quinta-feira (5) quando mergulhou nas águas turvas da caverna Tham Luang para levar suprimentos e oxigênio ao grupo.

Foram 5 horas para ir e seriam mais 6 horas para retornar, segundo a equipe de resgate, mas Saman ficou sem oxigênio no caminho de volta.

“Ele era budista, então o altruísmo fazia parte dele”, disse Guilherme. “Era a pessoa que cuidava dos outros, que ficava sempre perguntando como estavam se sentindo, incentivando e motivando a todos.”

“Alguns amigos tailandeses disseram que, na crença budista, quem morre ajudando outra pessoa se eleva espiritualmente.”

Coragem e entrega

No esporte, Saman Kunan encarou montanhas, águas turbulentas e terrenos acidentados, mas as cavernas nunca fizeram parte das competições. O mergulho também não. A generosidade é o que teria motivado o militar atleta a integrar a equipe de resgate das crianças.

Embora a corrida de aventura seja um esporte radical – que pode chegar ao limite das condições físicas e emocionais dos atletas – as provas “nunca poderiam ser piores que o dia a dia dele como militar”, disse Guilherme.

“Ele era voluntário e foi um dos primeiros a entrar. Isso mostra que tinha, realmente, muita coragem”, acrescentou Camila. Na caverna, porém, os riscos não são controlados como nos campeonatos esportivos.

Redação JI   –  G1.com

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