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Buchecha lança single com MC Kekel e diz não querer cantar funk com mulheres nuas e bebidas

A faixa traz as principais características do trabalho do cantor, letra sobre conquista, ritmo dançante e, claro, o “tchururururu” -sua marca registrada desde os anos 1990 quando alçou à fama ao lado de Claudinho (1975-2002).

Buchecha contou que o dueto foi um pedido seu já que se identificou de cara com a letra de “Pague para Ver”. Já MC Kekel, diz ele, aproveitou a chance de trabalhar com uma de suas referências do funk. “Ele me viu pela primeira vez e falou: ‘caraca, não acredito’. Ele me deu um abraço de fã mesmo, tão carinhoso”.

Segundo Buchecha, a diferença de idade não trouxe problemas. “São duas vozes que se assemelham na forma de cantar. Não senti impacto”.

O cantor diz ainda que transita bem entre as diferentes gerações de seu público. Os mais velhos conheceram seus hits com Claudinho, como “Quero Te Encontrar” e “Só Love”, ainda nos anos 1990 e 2000. Os mais novos reconhecem sua voz principalmente de “Fico Assim Sem Você”, lançada em 2002 e até hoje um clássico das apresentações de Dia dos Pais nas escolas, segundo o próprio Buchecha.

O artista tem ainda as faixas da carreira solo que emplacou na televisão, como “Hot Dog” na novela “Avenida Brasil”, exibida em 2012 pela Globo, e no cinema, com “Vem Cá Fazer Um Love” do “Vai que Cola – O Filme”, lançado em 2015. “Isso vai renovando meu público”, diz.

Todos eles têm em comum o funk melódico, longe do pancadão ostentação que ganhou fôlego nos últimos anos. “É padrão Buchecha, mais romântico, mais lúdico, mais família”, explica o cantor.

No clipe de “Pague pra Ver”, “não tem nada de mulher pelada e bebida”. Nada contra, diz Buchecha, que afirma apenas não seguir o padrão dos clipes de funk ostentação. “Procuro viver sem criticar as pessoas, ficar sem repúdio. Cada um levanta sua bandeira”, reforça.

Redes sociais

Em seus 15 anos de carreira e cinco álbuns, Buchecha já fez parcerias com grandes nomes da música nacional, como Lulu Santos, Herbert Vianna, Rogério Flausino, Adriana Calcanhoto, Paula Toller e Arnaldo Antunes.

Em sua fase mais recente, cantou com MC Menor e Daya. Agora, conta, os convites vêm por seu perfil nas redes sociais.

“Recebo muitas propostas e tenho que adiar algumas. Tem quem entre no meu Instagram pedindo parcerias e digo: ‘vamos deixar pra depois'”, afirma Buchecha.

Os duetos que efetivamente se concretizam são aqueles que passam não apenas por seu crivo, mas também de seu empresário e da gravadora. “Não posso decidir sozinho”.

Um critério, contudo, é claro: ele não canta nenhuma letra que considere ser agressiva às mulheres. “Não cantaria nada muito chulo. Amo a mulher como um todo, não só o corpo. É uma obra de Deus”, afirma.

 

 

Fonte: DN

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