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Complexo eólico no Ceará recebe licença prévia

A Brasil Ventos, subsidiária de Furnas Centrais Elétricas, recebeu licença prévia da Superintendência do Meio Ambiente do Ceará para a construção de uma linha de transmissão, de 70 quilômetros (km) de extensão, que possibilitará o escoamento da energia gerada pelo complexo eólico que será instalado no município de Fortim, a 135 km de Fortaleza. A linha Jandaia-Russas II passará por seis municípios: Fortim, Aracati, Itaiçaba, Jaguaruana, Palhano e Russas.

 

Com 41 aerogeradores distribuídos em cinco parques, o Complexo Eólico de Fortim terá um investimento de R$ 650 milhões, por meio de financiamento do Banco do Nordeste. Terá capacidade de gerar energia elétrica suficiente para atender 174 mil famílias ou ainda uma cidade de 600 mil habitantes.

 

Com previsão de início de operação para novembro de 2019, O Complexo de Fortim se juntará ao portfólio de Furnas, que colocou em operação nos últimos anos outras obras importantes, como o 1º Bipolo do Linhão de Belo Monte, as usinas hidrelétricas São Manoel, em Mato Grosso; e Santo Antonio, em Rondônia.

 

A Furnas Centrais Elétricas pretende aumentar em mil megawatts (MW) a participação da energia eólica (proveniente dos ventos) em sua matriz energética e, para isso, vai investir R$ 5 bilhões até 2022.

 

A intenção da subsidiária da Eletrobras é colocar energia solar em todos os seus três parques eólicos e em algumas de suas 21 usinas hidrelétricas, inclusive a de Itumbiara, que é a maior usina hidrelétrica da subsidiária da Eletrobras, com capacidade instalada de 2.082 MW a partir de seis unidades geradoras.

 

As unidades eólicas vão funcionar como geração completar ao Sistema Furnas, que opera, além das 21 usinas hidrelétricas, duas termelétricas, três parques eólicos, e tem mais de 29 mil km de linhas de transmissão.

 

A energia eólica já responde em situações de necessidade por mais de 60% do abastecimento do Nordeste, sendo fundamental para a garantia de suprimento para a região, segundo avaliação do próprio Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

A estiagem que há mais de seis anos atinge o Nordeste, com forte impacto nas usinas da Bacia do São Francisco, aumentou a importância estratégica da fonte eólica, tornando-a fundamental para a Região.     (Fonte: O Povo)

 

 

Redação JI

 

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