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Itapajé: Bancos continuam a desrespeitar clientes; idosos são os que mais sofrem

 

 

As reclamações quanto ao mau atendimento na agência do Banco do Bradesco em Itapajé só se multiplicam. A principal queixa dos usuários diz respeito ao autoatendimento. Há na agência oito caixas eletrônicos, número suficiente para suprir a demanda de consultas de dados, depósitos e saques caso estivessem sempre abastecidos e todos operando simultaneamente.

 

Mas o que se observa é quantidade bem menor de dinheiro nas máquinas do que a demanda exige, caixas eletrônicos que ficam inoperantes por períodos relativamente extensos e desabastecimento aos finais de semana, sobretudo a partir de sábado à tarde.

 

Os principais prejudicados são aposentados, pensionistas e operários da indústria. Grandes filas para saques se formam, mas na medida em que o dinheiro vai sendo retirado não há a proatividade na reposição, que demora muito e causa constrangimento e irritação às dezenas de pessoas que precisam aguardar até mais de uma hora na fila para não perder sua vez.

 

Os idosos sofrem em dobro, muitos só suportam a espera sentados no chão. Alguns buscam na Câmara de Vereadores, que fica ao lado da agência, um pouco mais de conforto enquanto um parente ou amigo guarda o lugar na fila.

 

Os vereadores de Itapajé já aprovaram nota de repúdio contra o banco, mas em nada a situação mudou. De acordo com a lei estadual nº 13.312, de 2013, consumidores devem ser atendidos nas agências bancárias por até 15 minutos de espera em dias normais e por até 30 minutos em vésperas ou dias imediatamente seguintes a feriados e ainda no início e final de cada mês. Em Itapajé, porém, a lei não se faz cumprir.

 

A agência do Banco do Brasil de Itapajé tem apresentado problemas semelhantes: longas filas no autoatendimento, caixas eletrônicos desabastecidos e máquinas que ficam muito tempo quebradas.

 

A ausência de um órgão fiscalizador é o principal incentivador para que os bancos não adotem uma nova política de atendimento aos clientes. Se tivéssemos no município um Procon os clientes das agências teriam como denunciar, mas apesar dos apelos do Ministério Público para que a Prefeitura de Itapajé crie o Procon Municipal, a administração pública ignora a orientação.

 

O Ministério Público pode ser acionado através do Decon, mas somente demandas consumeristas coletivas são atendidas. Nesse caso basta que um grupo de cidadãos, dez ou quinze pessoas, ingressem coletivamente com denúncia junto à 1ª Promotoria da comarca.

 

Mardem Lopes

DRT 2652 CE

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