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Rivalidade entre Brasil e Argentina na Copa do Mundo domina Bangladesh

A Copa do Mundo está despertando grandes paixões em Bangladesh, onde torcedores de Brasil e Argentina estão brigando nas ruas e bandeiras dos dois países são tão onipresentes que algumas pessoas querem baní-las.

Ignorando a falta de qualquer laço óbvio com os gigantes sul-americanos e sua falta de uma seleção nacional – que está ranqueada em 194º lugar entre as 211 registradas – a febre da Copa do Mundo tomou conta dos torcedores em Bangladesh.

Na semana passada, na cidade de Bandar, fãs de Lionel Messi e Neymar brigaram com machetes, deixando um homem e seu filho gravemente feridos, segundo a polícia.

Além disso, um menino de 12 anos morreu após ser eletrocutado enquanto colocava uma bandeira do Brasil em um poste.

Bandeiras da Argentina e do Brasil já dominavam as cidades do país de 160 milhões de habitantes há semanas antes do início da Copa do Mundo da Rússia, na quinta-feira (14).

Torcedores das duas seleções desfilam com bandeiras para mostrar seu apoio. Na cidade de Madargani, corridas de moto são organizadas com centenas de torcedores rivais agitando bandeiras e flâmulas de futebol.

“Eles fazem reuniões para planejar loucuras maiores. Você pode sentir a tensão e a empolgação por toda a cidade”, disse à France Presse o chefe de polícia local, Mohammad Rafique.

Alguns cidadãos de Bangladesh, no entanto, querem acabar com o fanatismo.

Um advogado tentou obter uma ordem judicial proibindo o hasteamento de bandeiras de países da Copa do Mundo. A Universidade Barisal baniu seus 7 mil alunos de exibir as cores de países estrangeiros em seu campus.

“O governo deveria proibir totalmente a exibição de qualquer bandeira de países estrangeiros por Bangladesh”, disse o reitor da Universidade, Imamul Haq à AFP.

O exagero de bandeiras é o sinal mais óbvio da troca da preferência do país a cada quatro anos do críquete para o futebol.

Embora Bangladesh nunca tenha se classificado para uma Copa do Mundo, e tenha pouca chance de conseguir isso no futuro, o país enlouquece com a competição a cada quatro anos.

Redação JI  –  G1.com

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