Governo Federal deve privatizar os Correios; operação já teria sido autorizada

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Greve dos bancários e correios Na foto: Fachada da agência Correios, na rua Maria Tomásia, Bairro Aldeota Foto: Mauri Melo, em 24/09/2012

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve privatizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Conforme informações obtidas, a operação já foi autorizada. A avaliação do Governo Federal é de que o modelo de negócio da estatal está ultrapassado, porém com alto valor estratégico.  No último dia 20 de março, a estatal completou 50 anos de fundação.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o presidente havia incluído uma nova empresa na lista de privatização. “Tem empresas que vão ser privatizadas que vocês nem suspeitam ainda”, apontou. O ministro acrescentou que Bolsonaro concorda com a medida.

Segundo apuração, a empresa a qual o ministro Paulo Guedes se refere seria os Correios. Durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro havia prometido a privatização de algumas estatais, entre elas, os Correios.

Na avaliação da equipe presidencial, o setor em que tem atuação dos Correios está em fase de transformação. Para a estatal sobreviver, deve ser mais competitiva, ter menos amarras e precisa ser renovada para os novos tempos, especialmente com o crescimento e-commerce.

O doutor em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor de economia brasileira da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldmann, afirmou à época que seria “seria uma loucura negociar os Correios, porque é um serviço que não se privatiza”.

“Tem serviços que não podem ser privatizados, porque pode prejudicar a população, como é o caso dos setores de energia e logística, pois há um grande risco de monopólio”, considera.

Apesar de não ser confirmado, o rumor de que os Correios serão privatizados é visto como uma grande possibilidade por analistas de mercado. “É um caminho natural para as empresas postais no mundo a privatização”, afirma o mestre em Economia pela Universidade Estadual do Ceará (UFC), Gregório Matias.

Ele explica que, com a privatização, a empresa se tornaria mais transparente e a qualidade do serviço melhoraria. “A empresa estatal tem dois grandes problemas, que é a ingerência política e o engessamento por conta do emparelhamento estatal”, aponta.

Fonte: O Povo

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