Itapajé: Relatório da CPE do transporte escolar será votada na quarta, dia 05; gestão avalia que oposição não terá votos para aprova-lo

Itapajé: Eustáquio Cruz assume Secretaria de Infraestrutura
3 de junho de 2019
Coluna Claras Ideias – Com Dr. Bastos (29 de maio)
3 de junho de 2019

O vereador Eder Rocha, relator da Comissão Parlamentar Especial (CPE) instalada na Câmara de Itapajé para apurar deficiências no transporte escolar, concluiu o relatório final no dia 28 de maio. A partir das conclusões às quais chegaram os parlamentares, a maioria dos membros da CPE decidiu propor o afastamento por noventa dias do prefeito Dimas Cruz e do secretário da Educação Vilemar Marinho.

 

O relatório, no entanto, não foi votado na sessão legislativa da última quarta-feira, dia 29, porque os vereadores da base aliada do prefeito alegaram não ter tido ainda acesso ao documento. Diante do impasse, Eder Rocha solicitou à mesa diretora da Câmara que a votação fosse adiada para a sessão do dia 05 de junho.

 

Para aprovar o relatório e consequentemente o afastamento do chefe do Executivo e do secretário da Educação, dez vereadores – dois terços – devem votar a favor, mas até mesmo a bancada de oposição avalia que não tem votos para tanto.

 

Mesmo que não seja aprovado, Eder afirma que enviará cópia do documento aos órgãos de fiscalização externos, como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual. A principal conclusão a que chegou o relatório é de que as deficiências constatadas dizem respeito ao atraso de salários dos motoristas contratados pela empresa vencedora da licitação e consequente intermitência do serviço prestado. Ainda de acordo com o relator, a empresa que terceiriza o serviço não se dispôs a fornecer aos membros da CPE as informações solicitadas via ofício. Ainda assim, os membros da comissão interpretaram que o atraso de pagamento dos motoristas terceirizados tem origem na irregularidade de repasses financeiros da administração municipal para a firma.

 

Procurados para falar sobre o assunto Dimas e Vilemar disseram que não dariam entrevistas até que houvesse a votação do relatório na Câmara. Dimas adiantou que não concorda com a implantação da CPE e tampouco com o pedido de afastamento. Ele avalia que a oposição não tem votos suficientes para aprovar o texto, mas utiliza a CPE para ter causar-lhe desgaste político.

 

Exemplo de que o grupo de oposição tem pouquíssimas chances de conseguir o afastamento de Dimas e Vilemar, reside no fato inusitado de que a vereadora Gláucia Araújo, proponente da CPE, deve votar contra o relatório. Gláucia que estava na oposição na época em que a Comissão foi instalada, se reconciliou com seu grupo político de origem.