Tejuçuoca e Tururu estão entre os municípios com as piores taxas de mortalidade infantil do Ceará

Consolidar os avanços na atenção básica de recém-nascidos e gestantes teve efeitos práticos no Ceará, que reduziu a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) de 13,2 óbitos por mil nascidos vivos, em 2017, para 12 mortes por mil nascidos vivos, em 2018. O índice, porém, voltou a crescer em 2019, passando a 12,3 óbitos por mil nascidos vivos.

 

Já os números absolutos mostram redução nos óbitos: 1.494 no último ano contra 1.572 em 2018. A situação pode ser explicada pela redução, também, do número de nascidos vivos. Como a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) consiste na relação entre o número de óbitos registrados antes do primeiro ano de vida sobre o número de nascidos vivos vezes mil habitantes, o valor tem impacto direto no percentual final.

 

 

Thaís Nogueira Facó, coordenadora de Atenção à Saúde da Sesa, explica que o número de nascidos vivos passou de 131.065, em 2018, para 121.858, em 2019. “Diminuiu de um ano para o outro e por isso a TMI aumentou”.

 

Outro fator que justifica o aumento, segundo especialistas, é a falta de acompanhamento no pré-natal ou assistência no momento do parto.

 

“Mesmo assim, o Ceará segue uma tendência de diminuição da mortalidade infantil”, justifica Thaís Nogueira, ressaltando que o Estado prioriza a atenção básica e realiza “ações de monitoramento, fortalecimento da rede de saúde materna e infantil, desenvolvimento do Programa Nascer no Ceará”.

 

 

Os municípios que registraram os piores índices, em 2019, foram:

Ererê (166,7);

Ararendá (43,2);

Mulungu (33,6);

Aratuba (29,4);

Tururu (29,4);

Parambu (28,4);

Palhano (28);

Tejuçuoca (27,9);

Meruoca (27,5);

Banabuiú (27,1).

 

Os municípios que registraram os melhores índices, em 2019, foram:

Aracati (1,1);

Cruz (2,2);

Mombaça (2,2);

Jardim (2,5);

Paraipaba (2,5);

Aurora (3,5);

Ocara (3,8);

Varjota (4);

Várzea Alegre (4,1);

Cariré (4,3).

 

Para Tati Andrade, pediatra e especialista em saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os resultados poderiam ser melhores se fossem realizadas ações básicas de prevenção. “Existem mortes que são mais facilmente evitáveis, como as causadas por diarreia, por doenças que podem ser prevenidas com a vacinação”, avalia a especialista.

 

* Com informações do Diário do Nordeste

 

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