Direito Previdenciário: Auxílio-doença suspenso durante a pandemia. O que fazer?

Muitos segurados estão com dúvidas sobre a suspensão e prorrogação do auxílio-doença devido à suspensão do atendimento presencial nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), provocada pela pandemia de covid-19.

 

De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário, Dr. George Ponte, a prorrogação desse benefício é feita pelo INSS enquanto durar a pandemia, e o segurado recebe antecipação no valor de um salário mínimo (R$ R$ 1.045) por até três meses. O restante do valor, para aqueles com direito a mais de um salário mínimo, será pago posteriormente, após a reabertura das agências do INSS, quando serão emitidas as orientações de como proceder para solicitar a diferença de valores.

 

Em casos em que o benefício foi suspenso, o advogado explica que muito provavelmente o segurado não solicitou a prorrogação do auxílio-doença. Para continuar recebendo o benefício, o segurado tem que solicitar sua continuidade antes do vencimento, até que perdure a pandemia, através do aplicativo Meu INSS, pelo site https://www.inss.gov.br ou pelo telefone 135. Para ter seu benefício restituído, Dr. George sugere que o segurado procure a orientação de um advogado, caso não tenha familiaridade com os canais digitais mencionados.

 

O segurado que faz qualquer requerimento ao INSS deve acompanhar o status da análise do benefício pelo Meu INSS ou pela central telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

 

Quando houver o retorno do atendimento presencial, o INSS notificará os segurados sobre os procedimentos necessários para realização de perícia. Isso acontecerá pelo Meu INSS ou por contato telefônico feito pelos atendentes da Central 135. Por isso, é importante manter todos os dados de contato atualizados. Basta acessar o Meu INSS e conferir se os contatos telefônicos e e-mail estão corretos.

Veja Também