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Ceará abriu mais postos de trabalho e diminuiu o desemprego em 2018

 

O mercado de trabalho cearense apresenta índices de recuperação. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, em 2018, no Ceará, o saldo após contratações e demissões foi positivo em 23.274 vagas.

A variação é de 2,17%, acima da média nacional que foi de 2,09% entre janeiro e outubro. É ainda a segunda do Nordeste em geração de empregos formais, contratando mais do que demitindo

No Ceará, entre janeiro e outubro deste ano, foram admitidos 318.251 trabalhadores e demitidos outros 294.977, o que gerou o segundo melhor saldo positivo de empregos do Nordeste em números absolutos, atrás somente da Bahia, com 31.233.

Já o estado que teve a melhor média positiva de empregos na região foi o Maranhão, com 2,42%. No País, em igual período foram admitidos 13,1 milhões enquanto 12,3 milhões demitidos. Saldo positivo de 790.579 empregos gerados.

Outro índice favorável para o Estado foi a diminuição do número de desempregados que está na casa dos 10,6%, com 437 mil pessoas em idade economicamente ativa desocupadas. A série histórica com dados desde 2012 foi divulgada no boletim “Mercado de Trabalho em Foco”, formulado pelo Sistema Nacional de Emprego e o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT).

Analista de Mercado de Trabalho do IDT, Mardônio Costa coordenou o trabalho e explica que o índice de desemprego deve diminuir ainda mais até o fim do ano. “Temos as contratações temporárias do comércio. Possivelmente o Ceará deve fechar com taxa de desemprego na faixa dos 10%”, complementa.

No documento, que deve ser divulgado semestralmente, ainda são disponibilizados dados regionais mais específicos do que os divulgados pelo Caged, que priorizam números da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com informações do Cariri e de Sobral, por exemplo.

Dentre os setores que tiveram os saldos mais positivos de emprego no Ceará, o de serviços é destacado pelo economista Ricardo Eleutério. “A tendência é que o setor terciário do comércio e serviço é que predomine na geração de renda e riquezas, no Ceará, com pouco mais de 70% do PIB”.

O especialista ainda acrescenta que as parcerias econômicas promovidas pelo Governo vêm rendendo bons frutos para os números da economia cearense. A perspectiva para 2019 é positiva.

“Alguns estados do Brasil como o Ceará têm tido destaques positivos por apresentarem melhor equilíbrio fiscal. Saímos de uma economia fria neste ano para uma melhor dinâmica no próximo ano. Geralmente quando a economia brasileira cresce, a economia do Ceará cresce acima do patamar nacional”.

Secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Francisco Ibiapina acredita que ações governamentais poderão ser melhor pautadas com base nos dados compilados pelo IDT. “A partir dessa consolidação de dados podemos fazer uma avaliação de todas as políticas públicas implementadas e planejar o futuro”.

Sobre o novo modelo de gestão dos trabalhos da pasta, já que a pasta do Trabalho deixa de ter o status de secretaria e se integra à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o secretário afirma que o governo espera aumentar a atuação em áreas que precisam de maior atenção com implementação de programas, atração de investimentos, empreendimentos e atuando junto à população mais fragilizadas, mulheres, jovens, pessoas mais velhas, na criação de emprego e renda.

Os projetos para 2019 devem ser definidos após a reforma secretarial do Estado ser sancionada. Já foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará (Al-CE). Com as novas estruturas definidas, será possível definir atribuições e planos de ação.

Fonte: O Povo

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