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Ceará atrai R$ 1,7 bilhão em investimentos em 11 meses

O Ceará fechou, de janeiro a novembro deste ano, 12 resoluções aprovando a instalação de empresas no Estado, além de 34 protocolos de intenção, totalizando investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Entre os setores que mais demandaram os negócios estão energia renovável, alimentação, calçados, metalmecânico e químico.

“Empresas do setor de alimentação, iluminação (LED), cabeamento elétrico e ótico, a maioria de São Paulo e do Paraná, já entraram em contato com a SDE com a intenção de se estabelecer no Estado. Está tendo muita sondagem por conta das obras da Fraport, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, e a operação do hub (centro de conexões) da Air France-KLM e Gol”, afirma o secretário executivo da SDE, Alexandre Adolfo Alves Neto. Segundo ele, o setor de alimentação deverá ser impulsionado por conta do crescimento na movimentação de aeronaves no Aeroporto, além de novos estabelecimentos que deverão funcionar no terminal.

Já as empresas de iluminação estariam interessadas em fornecer material para a Fraport. A CEO da companhia no Brasil, Andreea Pal, afirmou que está interessada em mudar essa estrutura no Aeroporto. Quando ela esteve em Fortaleza, em outubro, para apresentação do projeto do Pinto Martins, um dos pontos citados por ela foi a iluminação interna do terminal. “Para ser honesta, é um Aeroporto muito bom. É bastante espaçoso e nós temos que colocar mais luz nos ambientes”, disse Andreea.

Fatores

Entre os aspectos que fazem as empresas terem interesse no Estado estão o Aeroporto e o apoio institucional do governo, conforme Alexandre.

“Além disso, a logística é uma parte muito importante, a mão de obra qualificada, a segurança jurídica e os incentivos fiscais também são fatores que pesam bastante”, acrescenta.

O secretário reitera que os números de protocolos e resoluções se referem às médias e grandes empresas que procuram incentivos fiscais.

“São indústrias e distribuidoras de mercadorias. Outras empresas como prestadoras de serviços não entram nessa contagem e não estão aptas aos incentivos do governo”, explica Alexandre Adolfo.

Protocolos e resoluções

Segundo dados do balanço da secretaria, de janeiro a novembro deste ano, os protocolos de intenção teriam investimentos previstos de R$ 1,67 bilhão e expectativa de gerar 4.719 empregos diretos.

Já as resoluções aprovadas pela pasta firmam investimentos de mais de R$ 36 milhões e a criação de 1.672 empregos diretos. “Eu acho que esses números vão aumentar com a última reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Industrial (Cedin) que vai acontecer em dezembro”, reforça.

Alexandre também diz que há muita sondagem de empresas cujos investimentos estão voltados para energia eólica e fotovoltaicas e calçados. “A indústria calçadista deu uma retomada porque o mercado deu uma aquecida neste ano”, afirma o secretário executivo.

Comparação com 2016

De acordo com Alexandre, 2017 não foi muito diferente de 2016. Ano passado, segundo informações da SDE, foram 37 protocolos contra 34 até novembro deste ano. “Essa leve queda foi em virtude das projeções do setor eólico”, explica.

Em relação às empresas implantadas, em 2016, foram 15 resoluções aprovadas, e em 2017, 12 resoluções. “Haverá um aumento até dezembro”, avalia o secretário executivo.

A maior diferença entre os dois anos fica a cargo dos investimentos privados. “Em 2016, foram R$ 9,730 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Foi o nosso recorde de empresas implantadas. Além disso foram 3.342 empregos diretos gerados”, afirma. Até novembro deste ano, foram pouco mais de R$ 36 milhões.

Perspectivas

Para fechar 2017, o secretário executivo da SDE acredita que até 18 empresas tenham resoluções aprovadas pelo Cedin. “Em 2018, a gente espera voltar pelo menos ao patamar de 2015 e ter umas 30 empresas com resoluções aprovadas para implantação no Estado. Já tem muita gente procurando a Secretaria”.

Umas das empresas aguardadas pelo Estado é a chinesa Chint Co., que fabrica painéis solares. “Eles ainda estão definindo entre o Ceará e o Rio Grande do Norte para a instalação de uma unidade. O governo tem investido muitos esforços para atrair a Chint”, acrescenta.

 

 

 

Fonte: DN

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