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Ceará tem a menor taxa de desemprego do Nordeste

 

A taxa de desocupação no Ceará caiu para 10,6% no terceiro trimestre de 2018, ante igual período em 2017, quando registrou 11,8%. O recuo foi de 1,1 ponto percentual. O indicador é o menor do Nordeste. Ainda assim, são 437 mil cearenses em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

Paraíba aparece com 10,7%, seguido do Piauí (12,3%) e Rio Grande do Norte (12,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre as grandes regiões brasileiras, o Nordeste tem a taxa de desocupação mais alta, com 14,4%, puxada por Sergipe (17,5%), Alagoas (16,7%) e Pernambuco (16,7%). É considerada desocupada a pessoa com mais de 14 anos que procurou emprego e não encontrou. Na outra ponta, o percentual dos desalentados – aqueles que desistiram da busca – cresceu de 8,2% para 8,5% no Ceará.

Alessandra Araújo, professora dos cursos de finanças e economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP) em Sobral, explica que a queda do desemprego sinaliza uma recuperação. “Quando começa a cair, tende a ter uma movimentação da roda econômica de tal forma que a perspectiva para fim de ano é melhor que o vinha acontecendo”, diz.

 

Ela pondera que o aumento de pessoas desestimuladas para tentar o retorno à ativa é preocupante, assim como a qualidade dos que já estão no mercado. É que quem consegue sair do desemprego ainda enfrenta a informalidade.

 

Os trabalhadores cearenses do setor privado com carteira assinada subiram de 908 mil no terceiro trimestre de 2017 para 921 mil em igual período em 2018, uma variação de 0,6%. No entanto, os que não possuem o vínculo saltaram de 671 mil para 677 mil. Uma alta de 6,4%.

 

No Brasil, o Ceará está entre os cinco estados que puxaram a queda nacional de desocupação de 11,9% no trimestre encerrado em setembro. Ao lado do Rio de Janeiro (14,6%), Minas Gerais (9,7%), Tocantins (9,8%) e Mato Grosso (6,7%).

 

A taxa de desocupação no País caiu para 11,9% no terceiro trimestre de 2018, mas chega a 14,4% na Região Nordeste, a 13,8% para a população parda e a 14,6% para a preta – grupos raciais definidos na pesquisa conforme a declaração dos entrevistados. Quando analisado o gênero, as mulheres, com 13,6%, têm uma taxa de desemprego maior que a dos homens, de 10,5%.

 

Do contingente de 12,5 milhões de pessoas que procuraram emprego e não encontraram, 52,2% eram pardos, 34,7% eram brancos e 12% eram pretos. Tais percentuais diferem da participação de cada um desses grupos na força de trabalho total: pardos (47,9%), brancos (42,5%) e pretos (8,4%). O IBGE informou ainda que, no terceiro trimestre de 2018, o número de desalentados somou 4,78 milhões de pessoas. Ainda está próximo dos 4,83 milhões contabilizados no segundo trimestre, o maior percentual da série histórica.

Fonte: O Povo

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