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Envolvido no furto ao Banco Central, é preso em esconderijo no interior do Sertão Central

 

No dia 10 de outubro, a Polícia Militar do Ceará prendeu mais um acusado de participação no furto ao Banco Central, ocorrido em 2005.

Uma estrada carroçável leva ao distrito conhecido como “De Volta do Rio”, a aproximadamente 30 quilômetros da cidade de Boa Viagem. O que ninguém imagina é que essa estrada levaria a Polícia até a casa que funcionava como esconderijo de um dos homens mais procurados pelo maior furto a banco da história do Brasil.

Antônio Artenho da Cruz, de 54 anos, conhecido como “Bode”, era o procurado. De acordo com informações da Justiça, ele morava em um local estratégico que facilitaria sua fuga, em qualquer situação de ameaça da polícia.

Bode já havia escapado duas vezes em operações da Polícia Federal. Depois do recebimento das denúncias anônimas, em menos de 24 horas, seis homens do agrupamento do Tenente Renê Bertrand do Raio partiram em busca do foragido. A saída foi durante a madrugada. Os militares seguiram até o local indicado onde moraria Antônio Artenho.

Era por volta das 3h30, quando os militares deixaram as motocicletas escondidas em um ponto e seguiram por dentro da mata até a casa do acusado. O trecho por onde eles entraram era um local de difícil acesso. A vegetação seca não impediu os trabalhos da equipe. Para não chamar atenção, eles escolheram fazer o caminho mais escondido e, depois de quase duas horas de mata fechada, os seis militares chegaram à casa de Antônio Artenho.

Às 5h30, os militares cercaram a residência. O acusado foi preso em flagrante portando uma espingarda calibre 36.

A casa ficava localizada em um trecho de difícil acesso e posicionada em um ponto de onde bode conseguia ver e ouvir a chegada de qualquer visitante. Segundo a polícia, ele tinha várias rotas de fuga pela mata.

Ele vivia como fazendeiro. De acordo com informações da PM, ele criava gados e outras espécies de animais que ajudava na alimentação da família. Bode já possuía um mandado de prisão e foi condenado em 1º grau há 27 anos e 7 meses de prisão, por furto qualificado, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Antônio Artenho da Cruz se encontra custodiado na Cadeia Pública do Município e aguarda a posição da Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Fortaleza para saber se permanecerá cumprindo a pena na cidade ou será transferido para algum Presídio Federal do País.

No furto ao Banco Central, foram levados mais de R$ 164 milhões. 94 pessoas foram condenadas e 10 absolvidas. A polícia permanece à procura de outros principais participantes que residiriam também na região.

Fonte: Portal Tribuna do Ceará

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