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Estudantes cearenses desenvolvem app para serviços de mototáxi na região de Crateús

Clientes de mototaxistas de Crateús e cidades vizinhas terão a partir do próximo mês, uma nova maneira para contratar os serviços de transporte. Percebendo a demanda, um grupo de jovens do município, estudantes do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), decidiu criar o Motoapppara facilitar o pedido de viagens. Inicialmente, o app não deve abranger Fortaleza.

O objetivo é aumentar a disponibilidade dos mototaxistas por meio do aplicativo para smartphones e, assim, driblar as dificuldades de locomoção que Crateús ainda tem, já que o transporte público é escasso. Por exemplo: não existem linhas de ônibus intramunicipais, na Cidade.
“Vejo todo dia na universidade as pessoas precisando chamar mototaxistas e não tendo os números, ou ficando dependentes somente do serviço de alguns pilotos já conhecidos. Por isso, resolvemos desenvolver o aplicativo. Mototáxi ainda é o principal meio de transporte alternativo daqui”, explica William Sousa, 18, um dos idealizadores do projeto. Ele relata que o primeiro esboço do Motoapp foi apresentado em uma disciplina do curso de Ciências da Computação. Depois disso, o grupo de amigos foi aperfeiçoando a ideia nas outras cadeiras e chegou a submeter o app ao projeto Corredores Digitais, do Governo do Estado.
Curiosidade: acredita-se que Crateús foi a primeira cidade do Brasil a ter o serviço de mototáxi, em 1995, conforme pesquisas de William.
Com aulas sobre desenvolvimento da plataforma, marketing e empreendedorismo oferecidas pelo Governo do Estado, o grupo decidiu liberar a ferramenta para o público. Entretanto, William afirma que a equipe ainda tem problemas financeiros que dificultam o lançamento do produto. “Taxas para manter o servidor ativo, para publicação nas plataformas digitais, como Google Play e Apple Store, e serviços integrados ao app. Tudo isso exige um capital inicial, um pouco acima do que nós dispomos”. Os estudantes fazem campanha de financiamento coletivo para conseguir concretizar o projeto.
Fonte: O POVO

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