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Fátima dá resposta após comentário de Martinho da Vila no Encontro

Para tratar de um tema urgente – o aumento do número de casos de assédio no transporte público -, o Encontro com Fátima Bernardes desta terça (30) entrevistou mulheres e homens para saber a opinião de quem passa por situações constrangedoras no dia a dia. Depois de exibir as matérias, a apresentadora quis saber as opiniões dos convidados do dia. A opinião de Martinho da Vila acabou deixando o clima um pouco… complicado.

– Há um tipo de assédio que, no duro, é tentativa de estupro – ele disse, para começar a argumentação – Então, é pesado. E a mulher, também, me colocando no lugar delas… Vai ter que ir à delegacia… Tem a delegacia das mulheres, mas a maioria é de homens. Então, é uma complicação isso.

A fala de Martinho começou a ficar um pouco mais polêmica quando ele decidiu tomar o ponto de vista de um homem solteiro que tenta se aproximar de uma mulher:

– Tem um lance. O cara que é solteiro, descompromissado, ele tá com problema pra quando ele… Ele conseguir chegar numa mulher… ‘Meu Deus, o que não é assédio? Qual é a maneira que vou chegar nela e que não é assédio?’ Isso também é uma questão.

Fátima, então, interrompeu sutilmente o convidado e deu uma resposta bem direta sobre a “questão”:

– Engraçado que essa é uma questão masculina, mas não é uma questão feminina. A gente sabe quando é a paquera e quando é o assédio. Muitos homens ainda pensam em qual seria essa diferença. Para as mulheres, é muito mais tranquilo. É quando ela não se sente invadida de alguma maneira. Quando aquilo é algo que a faça sentir enaltecida, não ameaçada.

Martinho continuou no argumento, novamente da perspectiva do ‘homem solteiro’:

– A gente não pode ser agressivo. Eu tô pensando naquele cara educado. Eu! Eu passo pela Fátima. Penso: “Que interessante”. Se eu disser: “Oi, que bonita você”, ela pode levar como… assédio? Essa é a minha pergunta.

– Não. Eu acho que não – ela respondeu.

– Mas está havendo um certo exagero, na minha opinião.

Em seguida, Martinho jogou a bola da discussão para o ator Érico Brás, que discordou do cantor e apontou o “machismo tóxico” que impede que muitos homens não consigam diferenciar o elogio do assédio. “As mulheres não ficam pedindo para a gente ficar elogiando toda hora”, apontou. “Temos que tentar entender se a mulher está permitindo você chegar. Se ela não permitir, tudo será invasivo, será assédio”, disse, e foi aplaudido pela plateia.

 

 

Fonte: MNS

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