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Pecém mira novo recorde de 18 milhões em movimentação

 

A entrada da Port of Rotterdam, administradora do porto holandês de Roterdã, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), deve render bons frutos já no primeiro ano de parceria. A projeção é de recorde na movimentação de cargas, com crescimento de 7% ante 2018, ultrapassando os 18,4 milhões de toneladas (t). O terminal portuário fechou o ano passado com 17,2 milhões de toneladas.

 

O coordenador comercial da Companhia do Cipp (Cipp S.A), Raul Neres Viana, acredita que o percentual pode ser ainda maior. “Inicialmente, o crescimento será de 7%, Essa é uma estimativa ainda conservadora, como pede o mercado. Faremos revisão quatro vezes durante o ano para acompanhar e readequar o planejamento”.

 

O papel do hub portuário para o desenvolvimento socioeconômico foi tema do Seminário Rota Ceará 2020, ontem, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

 

As empresas instaladas no Cipp estão otimistas. Carlos Alberto Magalhães, gerente comercial da Tecer Terminais, projeta crescimento neste ano. “Temos clientes que iniciaram conversas com o porto ainda em 2009 e estão iniciando as operações agora”, destaca os avanços. “Prevemos um crescimento de, no mínimo, 30%”.

 

Após assinatura da gestão compartilhada, em outubro de 2018, a nova diretoria assume a participação entre fevereiro e março próximo. Roterdã terá participação de 30% do negócio, posições na Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e gerenciamento das operações. O valor total investido pela holandesa foi de R$ 323 milhões. Destes, R$ 90 milhões serão destinados para a conclusão das obras do Porto do Pecém.

 

Para Maia Júnior, secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, o hub portuário soma-se ao aéreo e digital em um caminho de convergência para impulsionar a economia. Ele frisou a necessidade de aumentar a produção e a competitividade da indústria. “O Ceará tem três grandes desafios: crescer, exigir do Governo Federal um projeto para desenvolver e unir o Nordeste e combater a desigualdade social”, disse.

 

Mário Lima, presidente da Zona de Processamento e Exportação do Ceará (ZPE), acredita que a parceria com Roterdã “significa um grande salto”. “Nesses últimos meses, estamos nos adequando a esse novo ritmo. Temos indicadores modernos, que traduzem a rentabilidade e dão a informação exata do retorno de aplicação de capital”.

 

O Porto do Pecém já contabilizou resultados positivos no ano passado, com recorde de movimentação de 17,2 milhões de toneladas. O número representa alta de 9% ante 2017, quando registrou 15,8 milhões de toneladas. O faturamento também saltou, 17%, totalizando R$ 168 milhões.

Fonte: O Povo

Atitude Online

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