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Política: Haddad vence em todas as cidades cearenses, mas não evita derrota nacional; em Itapajé petista obteve 71,38% dos votos válidos

 

 

Apesar da derrota em nível nacional o petista Fernando Haddad teve votação superior ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, do PSL, em todos os nove estados do Nordeste. A região também elegeu quatro governadores petistas – Fátima Bezerra (RN), no segundo turno, Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI), e Rui Costa (BA), no o primeiro turno. No Pará e Tocantins, Haddad também obteve a maioria dos votos. O candidato do PSL venceu em 15 estados e ainda no Distrito Federal.

 

Santa Catarina foi o Estado brasileiro que deu percentualmente maior diferença para Jair Bolsonaro. Lá ele obteve 75,96% dos votos. Mas foi São Paulo, o maior colégio eleitoral do País que fez a maior diferença numérica para o capitão da reserva, garantindo a ele 15.305.786 votos (67,97%). Percentualmente, o Piauí deu a votação mais expressiva a Haddad, com 77,05% do total dos votos válidos. Em números absolutos, a Bahia deu o maior número de votos ao petista, com mais de 5,4 milhões, ante pouco mais de 2 milhões a Bolsonaro. No Ceará, Haddad obteve 71,10%, cerca de 3,4 milhões de votos. No primeiro turno, ele havia sido o segundo candidato mais votado do Estado, com 1.616,494 (33,12%), ficando atrás de Ciro Gomes (PDT), com 1.998.597 (40,95%).

 

No Ceará Haddad venceu em todos os 184 municípios e em apenas 18 cidades Bolsonaro superou a marca de mais de 30% dos votos válidos. Em Fortaleza a disputa foi mais equilibrada, na Capital Fernando Haddad obteve 55.61% dos votos válidos (739.265 votos) contra 44.39% (590.033 votos) de Jair Bolsonaro. Haddad venceu em 16 das 17 zonas eleitorais de Fortaleza. Já Bolsonaro teve a maioria dos votos somente na região mais rica da cidade. O presidente eleito venceu na 3ª zona eleitoral, repetindo o resultado do 1º turno, onde ficam os bairros Meireles e Aldeota, além de Praia de Iracema, Centro e Jacarecanga.

 

Os eleitores de Itapajé também deram larga vantagem para Haddad, que obteve 71.38% dos votos válidos (20.248 votos) contra 28.62% (8.117 votos) de Bolsonaro.

 

O segundo turno das eleições teve a maior abstenção desde 1998: 31.370.372 de brasileiros não foram às urnas no último domingo. Esse total representa 21,3% do eleitorado brasileiro. Além disso, foram 2.486.571 (2,14%) de votos em branco e 8.607.999 (7,43%) de votos nulos. Ao todo 42.464.942 eleitores abriram mão de escolher um candidato. A vitória de Bolsonaro contra Haddad foi conquistada com uma diferença de 10.756.849 votos. O presidente eleito teve 57.797.423 de votos contra 47.040.574 de Haddad.

 

Para os analistas, o alto índice de abstenção se deve à polarização do processo eleitoral. “Uma eleição muito polarizada expulsa os moderados”. Em 1994, quando o tucano Fernando Henrique Cardoso foi eleito no primeiro turno, a abstenção chegou a 29,3% do eleitorado. Na eleição seguinte, o índice caiu para 21,5% do total de eleitores aptos a votar. A partir das eleições de 2002, a taxa de abstenção ficou abaixo de 20%. Em 2002, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o tucano José Serra, no segundo turno, os não votantes foram 17,7% dos eleitores.

 

Em Itapajé 35.564 eleitores estavam aptos a votar. Destes, 5.214 (14,66%) deixaram de comparecer às urnas. Foram registrados ainda 461 votos em branco (1,52%) e 1.524 nulos (5,02%).

 

Confira na tabela abaixo o desempenho dos candidatos em alguns municípios da região:

 

 

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